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Sapo cururu

Por: Bruno Delecave

 Sapo cururu. Foto: arquivo Fiocruz.

Sapo cururu. Foto: arquivo Fiocruz.

“Sapo-cururu,
na beira do rio
quando o sapo canta, maninha
é que está com frio.”

Cantiga popular

O sapo cururu (Bufo marinus) – também conhecido como sapo-boi – é o anfíbio mais comum do Brasil. Está presente até na cultura popular. Uma velha cantiga diz que ele canta na beira do rio. Mas o canto dos sapos e rãs tem um nome próprio – é chamado de coaxo. Você já tentou imitar o som desses animais e coaxar?


Nativo das Américas, o Bufo marinus foi introduzido em outros lugares, como Austrália e Cuba. O objetivo era controlar pragas naturais – principalmente nas plantações de cana-de-açúcar. Mas, ironicamente, hoje ele também é considerado uma praga por causa de seu veneno. Os predadores locais e alguns animais domésticos tentam comer o sapo-boi e acabam morrendo envenenados com sua pele tóxica.


O cururu é altamente venenoso. O veneno é produzido por glândulas presentes nas costas dele e por duas grandes bolsas atrás de seus olhos. Diferentemente dos animais peçonhentos, sapos não têm como injetar veneno. Mas, se for engolido por algum predador, este pode cuspi-lo por causa do gosto tóxico de sua presa. Se não cuspir o sapo, o predador pode até morrer.

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