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Reciclar é preciso

Por: Irene Cavaliere

1. Lixo à margem de um rio.

1. Lixo à margem de um rio.

Quando o seu xampu acaba, o que você faz com a embalagem? Depois de comer iogurte, para onde vai o potinho? E as sacolinhas plásticas de supermercado, você as reutiliza?

Todos os materiais citados acima são plásticos, e plásticos são polímeros sintéticos, assim como borrachas e fibras sintéticas. Usamos esses materiais em vários setores, como na construção civil, na produção de eletro-eletrônicos, brinquedos, tecidos e embalagens.

Os plásticos estão tão presentes no nosso dia-a-dia que dizem por aí que estamos vivendo a “Idade do Plástico”. No entanto, os polímeros sintéticos têm sido considerados os grandes inimigos do meio ambiente. Sabe por quê? 

2. Praia na Malásia.

2. Praia na Malásia.

Em 1999, estimava-se que cada brasileiro jogasse fora, anualmente, 10kg só de material plástico. Já o europeu descartava em torno de 38kg desse tipo de lixo em um ano. A média do norte-americano – pasmem! – era de 70kg no mesmo período. Atualmente, no Brasil, mais de 183 mil toneladas de lixo urbano de todos os tipos são produzidas por dia, segundo o Ministério do Meio Ambiente.

Agora imagine todo esse lixo abarrotando aterros sanitários e espalhando-se pela natureza, contaminando o solo, a água e a atmosfera? Não precisa nem imaginar muito: as consequências da destinação incorreta do lixo são sentidas frequentemente nas cidades, por exemplo, quando os bueiros entopem e as enchentes prejudicam toda a população.

Ilha de lixo

3.Grande Ilha de Lixo do Pacífico

3.Grande Ilha de Lixo do Pacífico

Mas se você pensa que o lixo que homem joga aqui causa transtornos apenas em locais próximos, está muito enganado. O lixo se espalha e pode até atingir lugares isolados no meio do oceano. Você já ouviu falar da mancha de lixo que se formou no oceano Pacífico?

Entre o litoral da Califórnia e o Havaí, uma grande área do oceano se transformou em um verdadeiro caldo de plástico e lixo e foi tristemente batizada de Lixão do Pacífico. Esse lixo é levado para lá devido às correntes marinhas e é difícil dizer qual o tamanho do problema. Calcula-se que a área seja maior do que a soma dos estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais.

Os primeiros a sofrerem as consequências, é claro, são os animais. Estimativas do Programa de Meio Ambienta da ONU (UNEP) apontam que anualmente o plástico é responsável pela morte de pelo menos um milhão de animais marinhos. Os pesquisadores já encontraram aves com emaranhados de fios no estômago, águas-vivas enroladas em nylon, uma tartaruga que cresceu com um anel de plástico no meio do casco – e isso sem falar dos peixes, que ingerem os pedacinhos de plástico e absorvem as toxinas do material.

Veja a foto da tartaruga nesse link

Reciclar para preservar

Por isso, uma das grandes preocupações de hoje tem sido o descarte correto e a reciclagem do lixo, não apenas do lixo plástico, mas todos os tipos de resíduo. Os polímeros sintéticos merecem atenção especial, pois, jogados no lixo comum, demoram centenas de anos para se decompor.

Nem todos os materiais podem ser reciclados, por isso, racionalizar seu uso e esclarecer a população sobre como separar o lixo é muito importante.

Símbolos e cores para a separação de material reciclável.

Símbolos e cores para a separação de material reciclável.

 

Foto 1: Graham Horn / www.geograph.org.uk

Foto 2: epSos.de / flicr

Foto 3: http://greatpacificgarbagepatch.info 

 

Veja ainda

Reciclagem de polímeros

Reciclar para viver

 

Saiba mais

Ministério do Meio Ambiente

Olhar Ambiental

Planeta Sustentável

Greenpeace

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