Aumentar tamanho da letra  Reverter ao tamanho original Diminuir tamanho da letra  english español

Reciclar para viver

Por: Irene Cavaliere

Aterro sanitário. (Glauco Umbelino/Flicr)

Aterro sanitário. (Glauco Umbelino/Flicr)

Além de poupar recursos naturais e aumentar a vida útil de aterros sanitários, há outra razão para nos preocuparmos com o que jogamos fora: a reciclagem também gera riqueza!

Muitas pessoas vivem da cadeia produtiva de reciclagem de lixo. Ainda assim, o Brasil deixa de ganhar 8 bilhões de reais por ano por não reciclar tudo o que é possível.

Infelizmente, apenas 18% das cidades brasileiras possui um sistema de coleta seletiva, segundo dados do Ministério do Meio Ambiente. De qualquer maneira, mesmo que o caminhão de limpeza leve tudo para o mesmo lugar, o simples fato de separar o lixo úmido (restos de alimentos) do lixo seco (embalagens, latas e papéis) já facilita o trabalho dos catadores de material reciclável.

A partir de 2014, os lixões a céu aberto serão proibidos no Brasil e, com essa proibição, os municípios serão obrigados a separar os resíduos. Juntamente com outras medidas estipuladas pela nova Política Nacional de Resíduos Sólidos que vem sendo implantada pelo Governo Federal, isso pode significar uma nova oportunidade, não apenas para o meio ambiente, mas também para essas pessoas que vivem da reciclagem.


O lixo no cinema

Divulgação

Divulgação

Você já viu o filme Lixo Extraordinário? É um documentário que conta a história de catadores do aterro sanitário de Gramacho, que é o maior do mundo e recebe 70% do lixo do Rio de Janeiro. Quando um artista plástico famoso resolve retratar essa realidade e fazer arte a partir do lixo, a vida se transforma para essas pessoas. O filme recebeu vários prêmios e foi indicado ao Oscar de melhor documentário. Vale muito a pena conferir!

Divulgação

Divulgação

Outro filme muito famoso que retrata as desiguldades da sociedade de consumo - e indiretamente nos faz repensar sobre aquilo que jogamos fora - é o também documentário Ilha das Flores. Feito em 1989 e com 13 minutos de duração, o curta-metragem se mantém atual até hoje.

Com diferentes abordagens, os dois filmes mostram a realidade dos lixões e das pessoas que vivem dele.
 
O que você está esperando? Faça sua pipoca e assista aos documentários. Duvido que depois disso você não pense melhor quando for consumir algum produto ou jogar seu lixo fora.

versão para impressão: versão para impressão