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Topa um cineminha...em 3D?

Por: Paula Renata Fontoura

Foto: specialtycinema.com

Foto: specialtycinema.com


Ao entrar na sala de cinema, o funcionário entrega um óculos esquisito. Isso quer dizer que é hora de assistir um filme em “3D”! A imagem sai da tela e invade o espaço, trazendo a sensação de que estamos participando da cena.

Você já parou para pensar como essas imagens, que dão um toque todo especial aos nossos momentos de lazer, se formam? O segredo está em uma tecnologia chamada fotografia estereoscópica. Vamos descobrir como ela funciona?

Fenômeno natural, a estereoscopia é uma projeção de duas imagens, da mesma cena, em pontos de observação diferentes. O cérebro, automaticamente, funde as duas imagens em apenas uma e,nesse processo, obtém informações quanto à profundidade, distância, posição e tamanho dos objetos, gerando uma ilusão de visão em 3D.

Como é possível?

A forma de captação das imagens é a chave para que tudo aconteça. Já sabemos que o efeito 3D é formado por duas imagens projetadas em perspectivas diferentes. A dinâmica é possível porque estas imagens também são filmadas ao mesmo tempo. As lentes da câmera estereoscópica simulam a visão do olho humano e captam as imagens posicionadas a cerca de seis centímetros uma da outra – distância média entre os olhos de uma pessoa.

Ainda são necessários o controle do zoom, do foco, da abertura, do enquadramento (que deve ser exatamente o mesmo) e do ângulo relativo entre elas. Aliada ao processo está a correção de enquadramento feita por softwares específicos, em tempo real, que reduzem as variações na imagem, deixando a composição mais realista. A mágica acontece quando as diferentes imagens são filtradas, uma por cada olho humano. Quando vista através de um filtro especial (no caso, os óculos), a imagem revela o efeito estereoscópico, parecendo saltar do plano.

Mais de meio século de evolução

O primeiro filme exibido em 3D foi em 1952, nos Estados Unidos. Nada comparado às modernas salas de hoje em dia, mas a experiência de ter a impressão de ver as imagens saindo da tela – ainda que imperfeita – causou surpresa no público. Assim, durante toda a década outras experiências foram feitas. Era preciso aprimorar o som, o formato de exibição de imagem, reformar as salas de cinema e aprimorar os desconfortáveis óculos de papel - com uma lente azul e outra vermelha – que além de provocavar uma distorção na cor, causavam dor de cabeça e enjoo em algumas pessoas, .

Agora, que você já sabe qual é o segredo da tecnologia 3D, pode entrar na fila, comprar seu ingresso e a pipoca para curtir mais uma emocionante sessão! E aí, topa um cineminha?

Fontes:

Mundo Estranho/ Editora Abril

Ciência Hoje para Crianças

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