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A força dos ventos para gerar energia

Por: Paula Renata Fontoura

Foto: Sam Howitz/Flickr

Foto: Sam Howitz/Flickr

Renovável, limpa e disponível. Este é o tipo de energia produzida pelos ventos. Para você isso é uma novidade? Pois saiba que a chamada energia eólica é considerada um dos primeiros avanços tecnológicos da humanidade e os moinhos de vento eram utilizados no bombeamento de água para irrigação já no século V, na Pérsia. Atualmente reconhecida como uma alternativa a favor do meio ambiente, a tecnologia ganhou espaço somente na década de 50, quando passou a ser usada para gerar energia elétrica. Mas como ela funciona e quais são suas reais vantagens e limitações?

Para gerar energia elétrica, a força do vento é captada por hélices ligadas a uma turbina que aciona um gerador elétrico, os chamados aerogeradores. Essas turbinas têm a forma de um catavento e o seu movimento circular é responsável pela produção de energia elétrica. A quantidade de energia produzida é determinada por fatores como a área coberta pela rotação das pás (hélices) e pela velocidade do vento. Esses moinhos agrupam-se em “parques” eólicos, que são necessários para que a produção da energia se torne rentável.

Apesar de concentrar sua maior fonte de produção de energia elétrica nas usinas hidrelétricas – que utilizam a força das águas –, o Brasil já possui 119 usinas eólicas distribuídas pelo país, segundo dados da Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica). De acordo com a instituição, a atividade dessas usinas já evitou que mais de 2 milhões de toneladas de gás carbônico, o CO2, fossem liberados na atmosfera, contribuindo para a redução do efeito estufa. Porém, o Atlas do Potencial Eólico Brasileiro – publicado pela Eletrobrás Centrais Elétricas Brasileiras – mostra que o país só utiliza 1% de capacidade total para gerar energia elétrica por meio das usinas eólicas. Por que isso acontece?

Como os parques eólicos dependem de um fenômeno da natureza para funcionar, muitas vezes a energia não é gerada em momentos necessários, já que a força do vento não é constante. Esta é uma das principais desvantagens apontadas pelos especialistas quando o assunto é energia eólica. Além disso, os impactos visual e sonoro e a interferência na rota migratória de aves causados pela tecnologia também se tornam obstáculos. Para se ter uma ideia, o vento bate nas hélices e produz um ruído sonoro constante de 43 decibéis, o que faz necessário que as habitações mais próximas estejam a, pelo menos, 200 metros de distância.

Apesar dos desafios, a energia eólica pode ser considerada uma das mais promissoras fontes naturais de energia e pode complementar a produção de energia elétrica gerada pelas usinas hidrelétricas. Agora que você já sabe como a força do vento pode ser importante, abra a janela e deixe a brisa entrar!

Veja também:

Moinhos: energia hidráulica ou eólica

Fonte:

Associação Brasileira de Energia Eólica

Eletrobrás Centrais Elétricas Brasileiras

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