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Enciclopédias: fonte de conhecimento há mais de dois séculos

Por: Paula Renata Fontoura

Na era da internet, quando a professora pede uma pesquisa para um trabalho escolar ou surge uma dúvida sobre um tema qualquer, recorremos a ferramentas de busca como o Google ou enciclopédias virtuais como a Wikipédia.

Mas você sabia que não foi sempre assim? Houve um tempo, não muito distante, que este tipo de consulta era feita nos livros, mais precisamente em enciclopédias que ocupavam um grande espaço nas prateleiras da maioria dos lares.

Vendidas de porta em porta, as coleções chegavam a ter mais de 30 volumes e traziam verbetes em ordem alfabética que abordavam desde fatos e personagens históricos a informações científicas sobre plantas e animais. Mas será que elas ainda são publicadas? O que aconteceu com as enciclopédias impressas com a difusão da internet?

A mais famosa e antiga delas, a Encyclopedia Britannica comemorava mais de dois séculos de existência quando sua última versão impressa foi publicada, em 2010. Porém, o anúncio aconteceu somente dois anos depois, em 2012, pela Britannica Inc. – empresa responsável pela criação da enciclopédia entre os anos 1768 e 1771 –, com a justificativa de que todos os esforços estariam voltados para a elaboração de uma versão online. Segundo dados apresentados pela própria empresa, em 1990, a Encyclopedia Britannica atingiu a marca de 120 mil unidades vendidas, seu recorde. Mas, seis anos depois, com o impacto da popularização da internet, este número caiu para 40 mil unidades.

Os iluministas – integrantes de um movimento cultural da elite intelectual europeia do século XVIII, instituído para reformar a sociedade e o conhecimento herdado da tradição medieval – foram os criadores da primeira enciclopédia da história, a Encyclopédie. A publicação incluía 33 volumes, cerca de 70 mil verbetes e mais de duas mil ilustrações. Nela estava contida a essência do pensamento científico e filosófico da época, apresentada por pensadores como Diderot, D’Alembert, Voltaire, Rousseau ou Montesquieu. Já a Britannica, teve entre seus colaboradores mais de 110 ganhadores do Prêmio Nobel, cinco presidentes americanos e artistas respeitados como o cineasta Alfred Hitchcock.

Hoje, a mais acessada enciclopédia online, a Wikipédia, não é escrita por um grupo seleto. Suas páginas na rede são o resultado do trabalho de cerca de 85 mil voluntários, a maioria deles amadores, que pesquisam e escrevem de acordo com seus limites e capacidades. A Wikipédia é hoje o sexto site mais visitado do mundo, com 400 milhões de usuários por mês e seu arquivo engloba 21 milhões de artigos em 280 idiomas. O conteúdo, atualizado rapidamente, inclui verbetes novos sobre bandas, atletas e celebridades.

Sabemos que é muito mais prático, nos dias atuais, “jogar no Google” ou procurar o verbete na Wikipédia. Mas nem sempre o conteúdo dessas ferramentas é confiável. Quando for fazer uma pesquisa, não deixe de complementar sua busca em livros ou artigos assinados por instituições ou pesquisadores que, reconhecidamente, entendem sobre o assunto que você está pesquisando. Vale a pena!

Fontes:
InfoEscola
Guia dos Curiosos
Portal da Enciclopédia Britannica

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