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Diagnóstico da dengue

Por: Ana Palma e Miguel Oliveira

 Foto: Thirteenofclubs/Flickr

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O diagnóstico inicial da dengue é sempre feito por meio de exame médico. Além de se informar sobre os sintomas e o histórico, o clínico vai checar a pressão arterial, os batimentos cardíacos, auscultar os pulmões e examinar o paciente em busca de manchas, hemorragias e outros sinais que possam confirmar a dengue.

Para auxiliar o diagnóstico, são usados alguns testes simples e rápidos:

Prova do laço: Pressiona-se o braço da paciente usando um esfignomanômetro (aquela parte do aparelho de pressão manual que aperta o braço). Conta-se então o número de petéquias – pontinhos vermelhos – que surgirem.

Contagem de plaquetas: Examina-se o sangue do paciente para fazer a contagem de plaquetas – elementos responsáveis pela formação dos coágulos. Em caso de dengue, as plaquetas caem de forma brusca a partir do início dos sintomas.

Hematócrito: Examina-se o sangue do paciente para checar o volume ocupado pelas hemácias – células vermelhas do sangue. Em casos de dengue, o hematócrito pode aumentar, especialmente se houver complicações, já que o plasma – parte líquida do sangue – pode vazar de dentro do sistema circulatório, deixando o sangue com mais hemácias.

Contudo, estes testes não são específicos, já que várias outras doenças podem levar a um resultado positivo.

Para confirmar casos de dengue e verificar o tipo de vírus infectante, realiza-se um teste imunoenzimático chamado ELISA. Este exame procura detectar a presença de anticorpos antidengue no sangue, isto é, se o paciente já teve, no passado ou no presente, contato com um dos quatro tipos de vírus.

Foto: National Cancer Institute

Foto: National Cancer Institute

Ele permite ainda ao sistema de saúde verificar que tipo está causando um surto determinado. Contudo, não pode ser realizado no estágio inicial da doença, já que o corpo, depois da infecção, leva pelo menos cinco dias para produzir anticorpos.

Um teste mais rápido e específico procura detectar a presença do antígeno NS1 – uma proteína do vírus da dengue produzida em grande quantidade geralmente entre o primeiro e o sétimo dia da doença. Contudo, por ser muito caro, não está disponível em todas as unidades de saúde. Além disso, não consegue distinguir entre os quatro tipos do vírus.

Para confirmar o tipo de vírus circulante durante uma epidemia, utiliza-se o teste PCR quantitativo em tempo real. Muito sensível, ele é capaz de detectar mesmo pequena quantidade do RNA do vírus e discriminar o tipo. É complexo, caro e exige equipamentos sofisticados.

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