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O Senhor dos anéis

Por: Maria Ramos

Saturno. Foto:<A href="http://www.nasa.gov/home/index.html?skipIntro=1">NASA</A>

Saturno. Foto:NASA

Você já ouviu falar em Senhor dos anéis? Não, não é o filme que conta as aventuras de Frodo para destruir um anel capaz de conferir poderes mágicos e que, em mãos inimigas, deixaria a Terra Média para sempre na escuridão. O Senhor dos anéis a que me refiro é Saturno, o sexto planeta a partir do Sol e o segundo maior do Sistema Solar.

Saturno é muito conhecido pela beleza de seu sistema de anéis, descobertos por Galileu Galilei, com a ajuda de um telescópio, em 1610. Mas apesar da fama de Saturno, possuir anéis não é uma característica exclusiva desse planeta. Todos os outros gigantes do sistema solar – Júpiter, Netuno e Urano – também os possuem. Descobertos entre 1977 e 1989, esses anéis permaneceram ocultos por tanto tempo, porque são bem menores e menos brilhantes e, por isso, invisíveis da Terra.

A origem dos anéis

Agora que sabemos que não só Saturno possui anéis, saber como surgiram fica ainda mais difícil, já que eles podem ter sido formados por eventos diferentes em cada um desses planetas. Muitos astrônomos, entretanto, acreditam que eles se originaram da fragmentação de um satélite (ou lua) que se formou muito próximo ao planeta e se desintegrou devido à força da gravidade.

Anéis coloridos artificialmente (<A href="http://www.nasa.gov/home/index.html?skipIntro=1">NASA</A>)

Anéis coloridos artificialmente (NASA)

Você sabe o que é força da gravidade? Nós podemos percebê-la quando jogamos um objeto para o alto e ele cai no chão. É a força da gravidade que atrai todas as coisas para a Terra e que faz, inclusive, com que você fique preso ao chão. Mas não só a Terra como todos os corpos celestes estão sujeitos a essa força de atração. É ela que mantém os planetas girando ao redor do Sol ou a Lua em torno da Terra. Quanto maiores e mais próximos estiverem os corpos, maior será a força da gravidade.

Bruno Mendonça, astrônomo da Fundação Planetário do Rio de Janeiro, explica que existe um limite máximo de aproximação de um planeta, chamado limite de Roche, para que fragmentos rochosos possam se juntar e formar um satélite. A partir desse ponto, o efeito de maré, que é essa atração exercida pela força da gravidade, é muito forte e estilhaça o corpo celeste.

Mas essa não é a única explicação para a origem dos anéis. Diferente dos anéis de outros planetas, formados basicamente por fragmentos de rocha, os anéis de Saturno também são constituídos por grande quantidade de gelo. “Isto indica que eles podem ter se formado a partir da colisão de um satélite com um cometa, um corpo celeste pequeno composto principalmente por gelo”, explica o astrônomo. Segundo ele, é possível também que esse cometa não tenha se chocado, mas se fragmentado ao ultrapassar o limite de Roche.

Mas, afinal, por que será que o nosso planeta não possui anéis desse tipo? A Terra é um planeta muito pequeno, e a sua força gravitacional é insuficiente para aglutinar anéis, assim como a de seus vizinhos mais próximos. Além disso, ao contrário dos planetas gigantes que são gasosos, os planetas menores são muito rochosos. Assim, os fragmentos de rocha que formariam os anéis, por serem da mesma natureza do material que compõe planetas como a Terra, poderiam ser mais facilmente incorporados por eles.

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