Animálculos de Leewenhoek

Animálculos de Leewenhoek

Hartsoecker*1

Hartsoecker*1

Em 1677, Anton van Leewenhoek descreveu pela primeira vez o espermatozóide. Para ele, o líquido seminal masculino continha um grande número de seres pré-formados, que chamou de animálculos.

No início do século XVIII, as controvérsias sobre reprodução giravam em torno de duas teorias. Para os pré-formistas, o novo ser já existia pré-formado no ovo (ovista) ou no esperma(espermista). Nicolas Malebranche, um padre francês, defendia que, dentro dos órgãos genitais de cada espécie, estavam contidos, como bonecas russas (matrioskas), todas as gerações seguintes, do momento da Criação e até ao dia do Juízo Final, uns dentro dos outros e em tamanhos progressivamente decrescentes, os seres vivos a que cada ser vivo ia dar origem.

Já os epigenistas, como Spallanzani, viam cada ser como o resultado peculiar da combinação das sementes de ambos os sexos.

Em 1849, Wagner e Leukart definiram os espermatozóides como parte essencial do sêmen e que seu contato com o óvulo iniciava a formação do novo ser. Em 1887, Oskar Hertwig constatou que a união dos núcleos das céulas sexuais masculinas e femininas formam os novos seres.

O conceito atual de fecundação está fundamentado na união das células reprodutivas do macho — os espermatozóides — com as da fêmea — os óvulos. Para ocorrer a fecundação, são necessários vários espermatozóides e apenas um óvulo; contudo, apenas um espermatozóide consegue fertilizar o óvulo. É na fusão dos dois núcleos que se forma o ovo, início de uma nova vida.

magens:*1 Hartsoecker enxergava um pequeno homem no interior de cada espermatozoide

Obs: Inspirado na exposição Vida (1995). Curadores: Nísia Trindade, Luis Otávio Ferreira e Luis Antônio Teixeira.

Data Publicação: 29/11/2021