Fig 1. Visão e audição são dois dos nossos cinco sentidos. Crédito: Getty Images

 

Descubra como a luz é importante para a visão e como o som é produzido

Como você sabe se um sapato está apertado? Ou se a comida está muito quente? Você consegue reconhecer um amigo apenas ouvindo a voz dele? A todo momento, nosso cérebro recebe, processa e responde às informações do ambiente. Na série ‘Como o cérebro percebe o mundo’, vamos descobrir como um órgão que está dentro da nossa cabeça sabe tanto sobre o mundo lá fora. A resposta para esse enigma está nos órgãos dos sentidos, partes do corpo capazes de perceber estímulos de luzes, sons, cheiros, gostos, temperatura, pressão e de muitos outros tipos. Nesta matéria, vamos conhecer um pouco sobre a visão e a audição.

 

Visão

Acima de tudo, quem já visitou o Museu da Vida Fiocruz, que fica na zona norte do Rio de Janeiro, sabe que temos um grande espaço verde. São muitas árvores, flores e animais que podemos ver no Museu. Mas você sabe como conseguimos ver todas as coisas ao nosso redor?

Tudo começa com a luz!

Você consegue ver alguma coisa quando está tudo escuro? A menos que você seja um super-herói com poderes especiais, a resposta é não! Por causa disso, a primeira coisa que precisamos para enxergar é a luz. Durante o dia, em geral usamos a luz do Sol ou de lâmpadas.

As cores de tudo que vemos são luzes. A luz do Sol, por exemplo, é uma mistura de todas as cores, resultando em luz branca. Para investigar como essa mistura acontece, confira o experimento sobre o Disco de Newton aqui no Invivo.

Todas as coisas que vemos podem absorver parte ou toda luz ou não absorver nenhuma luz. As cores não absorvidas são refletidas. Por exemplo, as folhas das plantas absorvem todas as cores da luz do Sol, exceto a cor verde, que é refletida e chega até nossos olhos. Por isso, vemos as folhas dessa cor. Quer saber mais sobre esse assunto? Dá uma olha nesta matéria: https://www.invivo.fiocruz.br/cienciaetecnologia/a-ciencia-das-cores/.

Olho, cérebro e visão

Por outro lado, a luz entra no olho através da pupila, uma abertura na íris. A íris é a parte colorida do olho. Ela se expande ou contrai regulando a quantidade de luz que passa pela pupila. Dentro do olho, a luz chega à retina e é transformada em uma linguagem que nosso cérebro entenda – uma mensagem elétrica.

 

 

A mensagem elétrica é conduzida pelo nervo óptico, até chegar ao cérebro. Diversas regiões do cérebro trabalham para interpretar os sinais elétricos e entender o que estamos vendo.

 

Audição

Você já reparou que muitos vídeos com “sons relaxantes”, trazem sons relacionados à natureza. Mas esses sons são realmente relaxantes? Venha descobrir conosco!

Como funciona a nossa audição?

Sobretudo, o som é produzido pela vibração de diversos materiais. No ar, essas vibrações se propagam como ondas, que são captadas pela parte externa da orelha e direcionadas para dentro, até chegar à membrana timpânica. As vibrações transmitidas a essa membrana chegam à orelha média, onde há três ossos muito pequenos. Em seguida, atingem a cóclea, órgão em forma de caracol que faz parte da orelha interna. A cóclea é preenchida por um líquido, que se move segundo as vibrações do som. O movimento do líquido é percebido por células especiais, que enviam sinais através do nervo auditivo até o cérebro.

Fig 3. Confira em detalhes as estruturas da orelha. Crédito: Getty Images (adaptado por Invivo)

Sendo assim, os sons da natureza nos dão informações importantes para a nossa sobrevivência. Alguns estudos apontam que escutar sons naturais, como o de chuva, brisa nas árvores ou de riachos, ajudam a diminuir o sentimento de alerta e fuga, gerados pelo estímulo de sons artificiais, como os da cidade e engarrafamentos. Esses sons estressantes são parte da poluição sonora, podem afetar negativamente nossa saúde e bem-estar. Sons da natureza também auxiliam na liberação de cortisol, um hormônio que regula o estresse.

E você, se sente relaxado ao ouvir sons da natureza? Poste uma foto no instagram usando a #SNCnoMVF ou marque o @museudavidafiocruz nos stories e compartilhe conosco!

 

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Fontes consultadas:

Randmer, Caroline. A ciência comprova: sons da natureza ajudam a relaxar. Boa Forma Abril. Disponível em: https://boaforma.abril.com.br/estilo-de-vida/a-ciencia-comprova-sons-da-natureza-ajudam-a-relaxar/. Publicação em: 19 mai 2017. Atualização em: 21 out 2024. Acesso em: 17 dez 2025.

Santos, Marco Aurélio da Silva. A audição humana. Brasil Escola. Disponível em: https://brasilescola.uol.com.br/fisica/a-audicao-humana.htm. Acesso em: 17 dez 2025.

Franco LS, Shanahan DF, Fuller RA. A Review of the Benefits of Nature Experiences: More Than Meets the Eye. Int J Environ Res Public Health. 2017 Aug 1;14(8):864. doi: 10.3390/ijerph14080864. PMID: 28763021; PMCID: PMC5580568.

Tortora, Gerard J; Derrickson, Bryan. Corpo humano: fundamentos de anatomia e fisiologia [recurso eletrônico]. 10. Ed: Porto Alegre: Artmed, 2017.

 

Por Ana Carolina Vicente, mestre em divulgação científica pela COC/Fiocruz, licenciada em Química pela UFF e educadora museal do Ciência Móvel do Museu da Vida Fiocruz, e Rodrigo Jordão, graduado em Ciências Biológicas bacharelado pela Estácio e ex-bolsista Propop do Museu da Vida Fiocruz, sob orientação de Waldir Ribeiro, biólogo educador do Museu da Vida/Fiocruz

 

 

Data Publicação: 17/03/2026